Durante todo o mês de Maio será realizada a Campanha Nacional de Conscientização para a Prevenção e o Diagnóstico do Câncer de Boca. A iniciativa foi criada com base em datas criadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): Dia Mundial sem Tabaco e Dia Nacional de Combate ao Câncer Bucal no Brasil, ambas em 31 de maio.
Em Rondônia, o alerta também chama atenção. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o estado deve registrar cerca de 100 novos casos de câncer de cavidade oral em 2026. Especialistas apontam que grande parte dos diagnósticos ainda acontece em estágios avançados da doença, o que reforça a importância da prevenção e da identificação precoce.
Para buscar ajuda e avaliações, as pessoas devem procurar um estomatologista, que é um cirurgião-dentista especializado no diagnóstico que trata lesões, como aftas, machucados, manchas, infecções, tumores benignos e realiza biópsias. Segundo a Drª Simone Amaral, o câncer de boca é uma doença que acomete lábios e estruturas da cavidade oral e que ainda apresenta índices relevantes de diagnóstico tardio no Brasil. Para ela,
A identificação precoce continua sendo um dos principais fatores associados ao sucesso do tratamento e à preservação da qualidade de vida dos pacientes. Nesse cenário, o acesso à informação e à avaliação clínica qualificada torna-se fundamental.
“Quando pensamos em saúde bucal, precisamos ir muito além de escovar adequadamente os dentes, usar pasta de dente com flúor, fio dental e trocar a escova de dentes regularmente. A má higiene bucal não está associada apenas a dor de dente, sangramento das gengivas, dentes moles, manchados ou com tártaro. O câncer de boca pode começar de forma silenciosa e está associado não apenas ao tabagismo, etilismo (cerca de 80% dos casos), mas também a infecção pelo HPV, má higiene bucal e desnutrição”, comenta Drª Simone Amaral, cirurgiã dentista, estomatologia e docente dos cursos de Odontologia do IDOMED e da Estácio.
Na visão da especialista, a prevenção e algumas atitudes podem fazer a diferença, pois o câncer de boca está fortemente associado a fatores de risco evitáveis, como não fumar; evitar o consumo excessivo de álcool; utilizar protetor solar labial, especialmente em casos de exposição ao sol; manter boa higiene bucal; ter alimentação equilibrada e ajustar próteses e restaurações mal adaptadas. Ela informa ainda que o câncer de boca é, em grande parte, prevenível e, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura.
“Infelizmente, no cenário atual, ainda observamos muitos casos diagnosticados em estágios avançados e que com medidas simples poderiam ter sido evitados. A população deve estar atenta a alterações na cavidade oral, especialmente quando persistentes. Entre os principais sinais que indicam a necessidade de avaliação profissional destacam-se feridas que não cicatrizam em até 15 dias; manchas brancas, vermelhas ou escuras; nódulos ou áreas endurecidas; dor persistente ou sensação de queimação e dificuldade para mastigar, engolir ou falar”, afirma a estomatologista.
Fonte: Assessoria



























































