Os moradores da Linha 627, na zona rural de Jaru, estão preocupados com a qualidade do serviço que vem sendo realizado pela equipe da Prefeitura na recuperação daquela estrada vicinal, que está com parte intrafegável.
Além de reclamarem que aquela linha está abandonada há anos, estão insatisfeito com o serviço que a Secretaria Municipal de Obras vem realizando, sem os maquinários apropriados. Apenas uma caçamba, uma pá-carregadeira e uma retroescavadeira da Secretaria de Agricultura vêm sendo utilizadas no serviço.
Os moradores estão preocupados que o serviço, que eles discriminaram como paliativo, não resolva o problema e ainda cause mais transtornos, uma vez que não está sendo utilizada uma patrol (motoniveladora) para arrumar os trechos críticos e sim jogando terra e espalhando, o que eles acreditam que com as chuvas que vem caindo nos últimos dias vá transformar a estrada em um atoleiro.
Eles informaram que o final da linha, que é uma das menores do município, com apenas cerca de 30 quilômetros de extensão, não é recuperado há seis anos, estando praticamente intrafegável, uma prova disso é que o ônibus do transporte escolar parou de buscar os alunos, que têm que andar muito até a Linha 628 para só então conseguir um coletivo para levá-los à escola. Apenas o ônibus que faz a linha até o Km 16 continuava buscando os alunos.
Segundo informações, os trabalhos de recuperação da Linha 627 teriam sido iniciados após ordem judicial após a realização de um abaixo-assinado e já vêm sendo realizado há cerca de 20 dias, mas desde a última quinta-feira (15) os maquinários estariam parados por falta de combustível.
Neste sábado (17) a reportagem do site Anoticiamais foi verificar in loco a denúncia, mas o veículo que estava acabou tendo um dos pneus estourados devido a grande quantidade de pedras e as más condições de conservação daquela vicinal.
Segundo o casal Francisco Luís da Silva, 79 anos, e Sebastiana Alves da Silva, 74 anos, que reside na altura do Km 25 há cerca de 40 anos, o sofrimento dos moradores daquela região é grande e há 6 anos a Prefeitura não conserta aquele trecho da 627. “Nós temos sofrido aqui, Jaru está bem próximo, mas estamos abandonados, não é fácil. Pagamos os nossos impostos. Não sei mais o que vamos fazer. Só Deus na causa”, declarou ela emocionada, chegando a chorar.
Outra moradora, que não quis se identificar, tem dois filhos menores, um de 8 anos e outra de 4 anos, declarou que já foram até no Ministério Público pois os filhos estão sem transporte escolar e o marido já até adoeceu por nervosismo devido a esse problema.
O casal Célio Alves da Silva, 32 anos, e Vanessa Souza Oliveira, declarou que tem um filho de 11 anos de idade, aluno do 5º Ano da escola Josué Montello, no distrito de Santa Cruz da Serra, que tem que sair de bicicleta às 10h30, andar seis quilômetros, para pegar o ônibus escolar na Linha 628, uma vez que estuda no período da tarde. “O pior é na volta, o meu marido tem que ir ao encontro dele, pois essa estrada é muito perigosa e ele só chega em casa por volta das 20 horas”, lamentou ela.
O casal Elviro Gomes Fernandes, 62 anos, e Maria de Lourdes Fernandes, 59 anos, moradores do Km 24, declarou que num trecho que a Prefeitura arrumou, e ao invés de fazer um corte na serra, apenas jogou terra, na primeira chuva que caiu ele ficou com o carro atolado.
Os moradores do Km 23, José Dias da Silva, 57 anos, e a esposa Ivanete de Almeida Silva, 53 anos, disseram que o serviço paliativo que vem sendo feito não resolve o problema. “Devolveram o recurso do Fitha que não foi utilizado neste trecho e disseram que seria para comprar maquinários, mas cadê que essas máquinas não vieram para cá até hoje?”, questionou ele, pedindo providências urgentes por parte das autoridades competentes.
Fonte: Anoticiamais
Autor: Flávio Afonso





































































