O corpo do trabalhador Erick Matheus Souza, desaparecido desde o último sábado (31), foi localizado na tarde desta quinta-feira (05), enterrado em uma cova rasa em uma área de vegetação densa nas proximidades do Jardim Buritis II, em Tangará da Serra, cidade de Mato Grosso a cerca de 240 km de Cuiabá.
Ex-morador de Vilhena, a vítima estava na cidade a trabalho, atuando em uma obra na região da Dona Júlia, local próximo de onde o cadáver foi encontrado. Conforme relatos de colegas de alojamento, Erick foi visto pela última vez ao sair para se divertir em um bar, não retornando em seguida.
Após o desaparecimento, amigos tentaram comunicação via mensagens enviadas pelo celular da vítima. No entanto a linguagem utilizada levantou suspeitas por não condizer com o modo habitual de comunicação de Erick. Nas conversas a pessoa afirmava estar em outra cidade, o que foi considerado incompatível com o curto espaço de tempo, motivando o registro de um boletim de ocorrência.
Familiares afirmaram que Erick não possuía envolvimento com drogas ou qualquer atividade criminosa, sendo descrito como um jovem trabalhador. Eles chegaram a Tangará da Serra na quarta-feira, 4, para acompanhar de perto as investigações.
Segundo o delegado Ivan Albuquerque, responsável pelas investigações, os suspeitos relataram que Erick foi morto após ser reconhecido por integrantes de uma facção rival. Inicialmente, apenas um menor havia sido apreendido, mas após a localização do corpo, um segundo suspeito também foi detido, ambos menores de idade.
Ainda de acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, a vítima foi assassinada a golpes de faca e enterrada logo após o crime. Em uma tentativa de dificultar a localização do corpo, os criminosos retornaram ao local, desenterraram o corpo e realizaram um novo sepultamento clandestino em outro ponto, onde ele acabou sendo encontrado. Na prática, Erick foi enterrado duas vezes.
O delegado informou ainda que outros dois menores também teriam participado do crime, porém, até o momento eles não foram localizados e seguem foragidos, sendo alvo de diligências policiais.
O local da ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime e responsabilizar os envolvidos.































































