Foi muito mais violento do que se imaginava, o ataque que matou a idosa Josenita Rocha Viano, em Vilhena, esta semana. A dona de casa de 64 anos foi executada a golpes de cacetete pela caminhoneira de 43 anos, com quem a filha dela já tinha sido casada.
O QUE ACONTECEU?
O Folha do Sul On Line teve acesso a detalhes do crime, que chocou todo o Cone Sul pela violência contra a anciã. A atual nora dela, uma mulher de 37 anos, que sobreviveu à tentativa de homicídio, foi ouvida pela polícia e deu sua versão.
A sobrevivente relatou que a atual companheira está separada há cerca de 3 anos da caminhoneira. Segundo esse relato, a motorista não aceita o fim do relacionamento homoafetivo e já vinha fazendo ameaças contra o novo casal.
A testemunha, que também é vítima, contou que, no dia dos fatos, estava no quarto, quando percebeu que a casa tinha sido invadida pela assassina. Armada com o bastão de madeira, a invasora teria exigido que a rival lhe entregasse um documento.
Após desferir alguns golpes na atual esposa de sua ex, a caminhoneira chegou a ameaçá-la, dizendo que se o documento não fosse entregue, acionaria integrantes de uma facção criminosa para lhe matar.
BRUTALIDADE
Após as ameaças, a motorista foi até o quarto onde estava Josenita, e ali a atacou violentamente com o objeto de madeira, fazendo-a a caminhar até a sala, onde “finalizou” a selvageria com o cacetete, causando traumatismo craniano e outras lesões graves. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu pouco depois.
Também ouvida pela polícia, a ex-esposa da assassina confirmou ter encerrado o relacionamento com ela há cerca de 3 anos e que, desde então, vem sendo ameaçada pela outra, que segundo contou, não aceita a separação.
IDOSA E DOENTE
Moradora de Araputanga, cidade de Mato Grosso para onde seu corpo será levado para ser sepultado, Josenita foi trazida para Vilhena por um filho, para fazer tratamento de saúde. Ela havia chegado há cerca de duas semanas, e estava hospedada na casa da filha, onde foi assassinada.
Este filho foi ouvido pela reportagem e contou que a mãe estava muito doente, tanto que sequer conseguia levantar sozinha da cama. Mesmo assim, precisou andar, debaixo das pauladas, do quarto até a sala, onde os golpes a deixaram com o rosto completamente desfigurado,
“Nem parecia minha mãe”, revelou o entrevistado, morador da cidade de Alto Paraíso, acrescentando que a idosa aparentava ter sofrido também fraturas no braço causadas pela violência dos golpes, que a deixaram caída em meio a uma poça de sangue. 
Fonte: Folha do Sul On Line






























































